Junho Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce do lipedema

Junho Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce do lipedema

Campanha de conscientização busca ampliar o conhecimento sobre a doença, que afeta milhões de mulheres e ainda é frequentemente confundida com obesidade e retenção de líquidos.

Você sente dor nas pernas, inchaço frequente, hematomas sem motivo aparente e percebe que, mesmo com alimentação equilibrada e prática de exercícios, o volume das pernas não diminui? Esses podem ser sinais do lipedema, uma doença crônica que afeta milhões de mulheres e ainda é pouco conhecida.


Durante o Junho Roxo, mês dedicado à conscientização sobre o lipedema, especialistas reforçam a importância da informação e do diagnóstico precoce. O objetivo da campanha é dar visibilidade a uma condição que ainda leva muitas mulheres a conviverem por anos com dor, desconforto e insegurança, sem saber a verdadeira causa dos sintomas. O Dia Mundial do Lipedema é celebrado em 11 de junho.


Uma doença mais comum do que parece

O lipedema é uma doença de origem hormonal e genética caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, também nos braços. Diferentemente da obesidade, essa gordura apresenta alterações inflamatórias e pode provocar dor, sensibilidade ao toque, inchaço e limitações funcionais.


Um estudo brasileiro publicado no Journal of Vascular Surgery estima que cerca de 12,3% das mulheres brasileiras apresentem características compatíveis com o lipedema. Isso representa mais de 8 milhões de mulheres no país.


Mesmo assim, o desconhecimento sobre a doença faz com que muitas pacientes passem anos buscando respostas e recebam tratamentos que não solucionam o problema.


A experiência de quem também convive com o lipedema

A fisioterapeuta Andressa Bresolin conhece essa realidade de perto. Antes de se tornar especialista no tratamento do lipedema e fundar a Liv Lipedema, primeira clínica especializada na doença na Serra Gaúcha, ela também enfrentou uma longa jornada até descobrir o diagnóstico.


"Apesar de praticar esportes e fazer exercícios, minhas pernas não tinham definição. Meu joelho era grosso, as roupas não serviam e eu sabia que havia algo diferente, mas não imaginava o que era", relembra.


O diagnóstico só chegou aos 31 anos.


"Pesquisei na internet por 'pernas grossas e cintura fina' e encontrei um artigo em inglês explicando o que era o lipedema. Enviei para o médico vascular que me acompanhava e ele conheceu a doença no mesmo momento que eu."


Até encontrar a resposta, Andressa passou por diferentes especialistas, realizou tratamentos estéticos e tentou controlar os sintomas de diversas formas.


"As minhas tentativas eram reais e as pessoas viam. Mas os resultados não apareciam. Então parecia que eu era uma farsa. Existia uma desconfiança constante."


Quando o problema vai além da estética

Segundo Andressa, muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que o aumento do volume das pernas está relacionado apenas ao excesso de peso.


"Existe uma dor que vai além dos sintomas físicos. Muitas pacientes sentem vergonha, evitam determinadas roupas, deixam de frequentar lugares e carregam uma sensação constante de não serem compreendidas. O que elas vivem não é falta de esforço. É uma condição de saúde que precisa ser reconhecida e tratada adequadamente."


Por isso, conhecer os sinais da doença é um passo importante para buscar ajuda especializada.


Quais são os principais sintomas do lipedema?

Alguns sinais merecem atenção, principalmente quando persistem por longos períodos:

  1. Dor ou sensibilidade ao toque;
  2. Sensação constante de peso nas pernas;
  3. Inchaço frequente;
  4. Hematomas que surgem com facilidade;
  5. Aumento desproporcional do volume das pernas, quadris ou braços;
  6. Dificuldade para reduzir medidas, mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.


Existe tratamento para o lipedema?

Embora o lipedema seja uma doença crônica, o tratamento pode controlar os sintomas, reduzir a progressão da doença e proporcionar mais qualidade de vida.


O acompanhamento é individualizado e pode envolver fisioterapia, medicina vascular, nutrição, exercícios físicos orientados e suporte emocional, conforme as necessidades de cada paciente.


Na Liv Lipedema, o atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar especializada, que desenvolve um plano de cuidado personalizado para cada mulher, considerando o estágio da doença, os sintomas e os objetivos de tratamento.


Junho Roxo: informação também é cuidado

Mais do que dar visibilidade ao lipedema, o Junho Roxo busca incentivar mulheres a observarem os sinais do próprio corpo e procurarem avaliação especializada quando necessário.


"Gostaria que mais pessoas soubessem que o lipedema é uma doença, e não um capricho. Não se trata apenas de estética. Existe dor, limitação e impacto na saúde física e emocional. Quanto mais cedo a mulher reconhecer os sinais e buscar ajuda, maiores são as possibilidades de melhorar sua qualidade de vida", destaca Andressa.


Dê o primeiro passo

Se você se identificou com os sintomas apresentados nesta matéria, saiba que não precisa enfrentar essa jornada sozinha.


A Liv Lipedema disponibiliza gratuitamente um teste de triagem, desenvolvido para ajudar mulheres a reconhecerem os principais sinais da doença. Embora o resultado não substitua uma avaliação profissional, ele pode ser o primeiro passo para buscar orientação especializada e compreender melhor o que o seu corpo está tentando dizer.

Voltar para Na Mídia

Sua leveza começa aqui

Converse com a equipe da Liv Lipedema e descubra o tratamento certo para você.